Recanto Mineiro da Serra

Um restaurante delicioso. Tem jeito de fazenda, e se especializou em seus 18 anos na comida mineira. A casa funciona no sistema self-service aos feriados e fins de semana e a la carte de terça-feira a sexta-feira, contando com uma variedade de 30 tipos de pratos frios, saladas, 45 pratos quentes e sobremesa, sem acréscimo na sua conta.
O diferencial de lá é o fogão a lenha, que prepara uma das melhores rabadas de São Paulo, além do arroz a carreteiro e do tradicional torresmo.
O ambiente é agradável, tudo lembra a natureza e para os amantes da tradicional música sertaneja, a casa é muito bem indicada. Fica na região da Serra da Cantareira, que tem um total clima de natureza.
Estrada da Roseira, km 8, Mairiporã, SP, Tel. (11) 4485-2287 ou 4485-4848.

Em tempos de caos aéreo, jatinho está na moda

A Companhia Vale do Rio Doce, cansada dos atrasos das aeronaves que decolam dos aeroportos de todo o país, e das filas do check-in, possui um jato particular que serve para levar seus executivos do Sudeste para a região Norte, pois lá a mineradora possui a maior mina de minério a céu aberto do mundo, em Carajás no Pará.
O jatinho é fabricado pela Embraer, é um turboélice Brasília e foi batizado de Aerovale. A capacidade do jato é de 30 pessoas e seu investimento foi de US$7 milhões. Antigamente a Vale pagava R$300 mil por mês em táxi, o que se comparado com o vôo, esse valor equivale a 2 mil passagens do Rio de Janeiro para São Paulo, que por serem menores os jatinhos podem operar em aeroportos centrais, se diferenciando as empresas tradicionais de aviação que são obrigadas a pousarem em grandes aeroportos, que geralmente são longe das regiões centrais das capitais. Outra facilidade do uso de jatos executivos é o fato das aeronaves trafegarem em regiões mais baixas do que as que as grandes aeronaves voam, evitando congestionamento aéreo.
A Vale já estuda ter um segundo jatinho e além da mineradora, Votorantim, Banco Safra e Bradesco devem comprar em breve seus próprios jatinhos.
(Estadão)

Quadro de Di Cavalcanti ajuda a Varig

Di Cavalcanti, o pintor, teve seu quadro Baianas, vendido no lance mínimo de R$1,1 milhão no leilão de obras de arte que a Varig antiga promoveu, para quitar suas dividas, que estão na casa de R$7 bilhões. Quem comprou, não quis se identificar e nem esteve no leilão. Em seu lugar um representante que era procurador, que participou do lance com um celular ao ouvido. Após a sua oferta, que ninguém cobriu, saiu do leilão sem falar com ninguém. Entre as 292 obras, essa foi a mais valiosa e ao todo 167 foram vendidas. Uma que não vendeu foi a do retrato de Ruben Berta, ex-presidente da empresa, que teve um lance inicial de R$2 mil e não conseguiu um valor maior. Ao todo segundo o leiloeiro Walter Rezende, R$1,5 milhão foi leiloado.
No leilão havia um grupo de mais ou menos 50 ex-funcionários da Varig, com camisetas com essas mensagens: ''Aposentados à míngua – Varig, Vasp e Transbrasil'', que fizeram um pequena manifestação antes do leilão, que foi apoiado por eles.
A Varig tem uma dívida de R$150 milhões com ex-funcionários, que devem ser os primeiros a receberem o dinheiro, segundo o acordo da Lei de Recuperação Judicial. Depois do quadro de Di Cavalcanti, o mais valioso foi o óleo sobre tela de Tomie Ohtake, leiloado por R$80 mil.
O acervo da Varig era valioso, e todos as obras se encontram em ótimo estado de conservação e sem falar na variedade das coleções.
A Sociedade de Propósito Específico (SPE) administra a receita obtida da Varig antiga e seus advogados estão preparando na 1a Vara Empresarial do Rio, uma petição cobrando que a Varig pague primeiro os trabalhadores, sem a SPE interagir.
(Estadão)

Estudiosos que apóiam a globalização, querem tributar os mais ricos

Atualmente uma nova discussão vem ocorrendo nos Estados Unidos entre pessoas que vêem a globalização e o comércio exterior como fontes importantes para a economia americana: tributar os ricos para mudar uma situação política, que atrapalha os trabalhadores, que se sentem ofuscados e perdedores da globalização. Isso é o que pensa Matthew Slaughter (foto esquerda), economista que deixou recentemente o Conselho de Assessores Econômicos do presidente George W. Bush. ''A política ficou mais protecionista porque o público está ficando mais protecionista''. Para ele a globalização é boa para os Estados Unidos, pois aumenta a produtividade e enriqueceu a nação. Mas os efeitos da informática e das comunicações tomaram um rumo desfavorável a economia. Uns ganharam muito, como os banqueiros, investidores de fundos, advogados de Wall Street, mas para boa parte da população, seus salários não acompanham a inflação, mesmo os afetados serem estudados.
Para Lawrence Summers (foto direita), ex-secretário do Tesouro americano e ex-presidente da Universidade Harvard, a solução para acabar com as desigualdades causadas pela globalização é usar uma tributação progressiva para compensar parcialmente, o aumento da desigualdade.
É a globalização e seus efeitos, apesar de toda a modernidade que ela trouxe para a sociedade.
(The Wall Street Journal)

Riachuelo indo para novo mercado

A Riachuelo faz parte do Grupo Guararapes, que tem como herdeiro e vice-presidente Flávio Rocha, que já se candidatou a presidência do país em 1989. Agora o empresário quer ter um banco, que só falta ter autorização do Banco Central para vigorar. Será uma financeira que se transformará no Banco Riachuelo, e servirá para abrir conta dos clientes das lojas do grupo e também prestação de serviços a outros varejistas.
A financeira vai começar a operar até o fim desse ano e será investido cerca de R$60 milhões como giro para financiar compras, saques e empréstimos pessoais. A Riachuelo já comercializa serviços financeiros, mas junto com outros bancos, no caso os bancos Alfa, Safra, Bradesco e Santander. Para Flávio Rocha ''a grande diferença é que agora o dinheiro será nosso. No futuro, o varejo não será uma empresa de compra e venda apenas, mas de relacionamento''.
A aposta da Riachuelo é transformar os 12 milhões de clientes do cartão da loja em usuários do cartão com bandeira.
Segundo o consultor de mercado Marcos Gouvêa de Souza, o que a Riachuelo está pretendendo é algo normal no mercado de hoje. Os serviços fora das lojas já fazem parte de sua concorrente, a C&A, que mantém o Banco Ibi, que possui 18 milhões de clientes e 135 agências (fora da C&A). O banco presta serviços para a loja, e emite cartões para redes de outros estados do país. Para Gouvêa essas ações não são certas e nem erradas, ''se o varejista entender que é interessante e não tiver um plano de expansão acelerada que vá consumir todo o dinheiro, pode assumir esse caminho''.
(Estadão)

Trem-bala ligará São Paulo ao Rio de Janeiro

Atualmente com a crise no sistema aéreo em nosso país, outras alternativas de viagens ganham destaque, como os ônibus e a construção do trem-bala que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro. 

Trata-se ainda de um projeto que agrada a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava na Itália a pouco tempo atrás conversando com investidores para levar adiante a possível obra. 

A Italplan, sediada em território italiano já se programou em fazer uma parceria com a Valec, e segundo o presidente da empresa, Juquinha das Neves, o Tribunal de Contas da União já deu o aval para a obra que agora depende da aprovação da Casa Civil.

Será grande o trem, com capacidade para 855 pessoas, e saíra da Estação da Luz, no Centro de São Paulo, rumo a Central do Brasil, no Rio de Janeiro. 

O custo será de R$118 e a viagem demorará uma hora e meia. Hoje o trajeto de carro ou ônibus varia em torno de cinco horas, já de avião menos de 50 minutos. O trem é de alta velocidade e custará US$9 bilhões.

Serão 403 quilômetros de extensão, e japoneses e coreanos também demonstraram interesse em participar do projeto. O leilão para decidir com quem fechar será feito no fim do ano, para que as obras comecem já no início do ano que vem.

Já existiu em um passado recente, o Trem de Prata, que era luxuoso, e que demorava oito horas até o Rio de Janeiro. O projeto do trem-bala é audacioso, o Ibama entrará em questão para o licenciamento ambiental e será uma boa solução para os imprevistos das linhas aéreas do país, que parecem não ter mais solução.

Cemex é líder em material de construção

O grupo mexicano Cemex comprou a australiana Rinker Group por US$14,2 bilhões e mostrou a nova face do mercado, no qual empresas de países emergentes, estão comprando empresas de países desenvolvidos e se tornando verdadeiros conglomerados de poderio. Com a compra a Cemex torna-se a maior fornecedora mundial de materiais de construção do mundo. Com a aquisição as vendas anuais da Cemex iram crescer, cerca de US$5 bilhões, indo para US$23 bilhões, o suficiente para desbancar a francesa Lafarge, até então maior fornecedora mundial de materiais de construção do mundo com vendas anuais de US$21,4 bilhões.
Para analistas esse é o futuro do mercado, com cada vez mais potências de países emergentes, contrariando a lógica da globalização, em que países desenvolvidos compram empresas de países em desenvolvimento.
Mas com o poder da Cemex um assunto vem em tona, que é o monopólio, pois com toda sua capacidade, preços altos serão cobrados pelos mexicanos, e para a própria população do país, se pagará caro. Hoje o México paga 223% a mais do que seu vizinho Estados Unidos em cimento, e essa questão já virou até campanha política. Com esse compra ficará concentrado nos Estados Unidos e no México a força da empresa, com mais de 65% do mercado total da Cemex.
(Estadão)

Notebooks menores

Atualmente a meta dos fabricantes de notebooks é a redução do custo para o consumidor, e a diminuição do tamanho do produto. Eles são mais leves, finos e custam menos de US$200. Em breve os atuais notebooks passaram a ser peças de museu.
O mundo conheceu esses computadores na última Computex, feira que ocorreu semana passada em Taiwan, país que produz 80% dos notebooks vendidos no mundo. Na feira havia os tradicionais notebooks de 12 e 14 polegadas, mas a atração era os monitores de sete polegadas, com menos de um quilo. Esses pequenos computadores são chamados de handheld ultramóvel (UMPC), fazem tudo o que um PC tradicional pode fazer.
O modelo da foto é um Asustek e foi o que mais atraiu a atenção do público, pelo seu tamanho de sete polegadas e preço variando de US$199 a US$299. O chip é da Intel e a meta é vender o produto tanto nos países desenvolvidos quanto nos emergentes. O objetivo é até o fim do ano, de vender 200 mil unidades, e eles serão comercializados em redes do varejo.
(Reuters)

Casas Bahia continua sendo o maior anunciante do Brasil

A Casas Bahia continua sendo o maior anunciante do país. No ano passado a empresa gastou R$807,185 em comerciais, seja ele na televisão ou no rádio, seguido da Unilever Brasil que gastou R$426.448, a Ambev ficou na terceira colocação com R$235.632, e depois vem Pão de Açúcar, Fiat, General Motors, Ford, Itaú, Vivo e Bradesco.
Quem ganha
com todo esse investimento das empresas anunciantes são as agências publicitárias que em 2006 ganharam muito dinheiro. A empresa de Roberto Justus (empresário e apresentador de televisão) figura no topo da lista, é a Y&R, Young&Rubicam que faturou em 2006, o equivalente a R$1.186300, na frente da McCann Erickson, que arrecadou R$582.808, e depois vem AlmapBBDO, J. Walter Thompson, Ogilvy & Mather Brasil, DM9DDB, Lew Lara, F Nazca S&S, Giovanni FCB e África.
Assim como em 2006, este ano bancos e montadoras não mediram esforços para reforçarem sua imagem junto ao público e devam reforçar cada vez mais a campanha publicitária
. (Estadão)

Makro vira alvo de grandes redes supermercadistas

A rede holandesa Makro desperta interesse no Pão de Açúcar e no Wal-Mart. Com um faturamento de R$4,18 bilhões em 2006, 54 lojas em todo o Brasil, e mais lojas na Ásia e na América do Sul, a rede se tornou um atrativo para as duas interessadas aumentarem seu patrimônio e partirem para a liderança do ranking de faturamento no país, hoje liderado pelo Carrefour, após a compra do Atacadão. Mas caso não compre o Makro, o Pão de Açúcar está de olho no Zaffari, do Rio Grande do Sul e no G.Barbosa de Sergipe, que juntos faturaram mais de R$3 bilhões em 2006 e levariam a empresa de Abílio Diniz novamente ao topo do ranking.
O Wal-Mart não negou interesse, mas está cauteloso, e duas empresas podem finalmente entrar no mercado nacional; a americana Costco e a inglesa Tesco, que já tentaram entrar no Brasil, não foram felizes e agora seria uma boa chance, pois o Makro é uma grande rede.
Porém o vice-presidente executivo do Makro, Rubens Batista Jr, nega tudo, ''não estamos à venda e nosso interesse é crescer na América Latina''. Inclusive Rubens voltou recentemente da Holanda e disse que a intenção de sua viagem foi a discussão com executivos da empresa, para acelerar a expansão do grupo no Brasil. A meta do Makro é abrir seis lojas esse ano, e alguns locais são preferenciais como o Rio de Janeiro, a Bahia e o Paraná.
Diferentemente dos outros atacados que visam e faturam mais o cliente comum, no Makro ele representa somente 20% do faturamento total, pois o foco do Makro é o cliente profissional.
Vamos ver o que acontece, monopólio a vista.
(Estadão)

Surge um novo termo no comércio: Atacarejo

Atualmente os atacados além de terem como consumidores, pequenos comerciantes, incluindo até supermercados de pequeno porte, contam agora com o cliente de supermercado que vai atrás de ofertas e tem condições de estocar mercadoria em casa. Para especialistas em atacadistas, o consumidor quando vê uma quantidade enorme de produtos na embalagem por um preço baixo, se impressiona e compra, pois quer levar sempre mais produto para casa.
Os atacados do Brasil não são bonitos, são lojas grandes, altas e escuras. Não tem sacola para o cliente, e os produtos ficam em prateleiras altas em caixas. Como não tem luxo, o preço é mais baixo do que um supermercado comum, que geralmente são lojas mais claras, com sacolas, um piso de melhor qualidade entre outros fatores.
O Roldão é um dos maiores atacados do país, com cinco lojas em São Paulo, e uma em Osasco, na região metropolitana. A meta atual da rede é abrir mais três unidades este ano e dobrar o faturamento para chegar a R$1 bilhão. O cliente comum representa 70% do faturamento da rede em regiões periféricas e 40% ao todo.
O Assaí possui 14 lojas, espalhadas por São Paulo e pelo interior do estado. A meta deles é fechar 2007 faturando R$1,3 bilhão. O consumidor comum representa a metade do faturamento da empresa.
Mas as grandes redes de hipermercados como o Carrefour, Pão de Açúcar e o Wal-Mart já perceberam esse segmento crescente, tanto que a maior rede do país, a francesa Carrefour, comprou em abril o Atacadão, que possui mais de 30 lojas por todo o Brasil. O Wal-Mart controla o Sam’s Club, que é um atacado que cobra anualmente uma taxa de R$35 para que os clientes freqüentem as lojas e o Extra, preocupado com o novo fenômeno atacadista, o Tenda, faz campanha pesada contra seu vizinho (em Carapicuíba, grande São Paulo) com faixas estendidas na região dizendo que a rede cobre qualquer oferta do Tenda.
Hoje o Tenda é o que mais cresce no ramo, com nove lojas, uma inclusive dentro de um shopping em Guaratinguetá, interior de São Paulo e pretende até o fim do ano se expandir para 12, e o público comum, sem ser comerciante, representa 70% do faturamento da rede.
Realmente os atacados são interessantes, pois vendem barato e em grande quantidade, o que é ótimo para comerciantes e famílias com muitas pessoas. Mas algo interessante de se fazer nos atacados é a feira, pois a sessão de horti-fruti também é boa e acessível para todos.
(Estadão)

Armani vai embora da Daslu

A Giorgio Armani, divisão clássica da grife italiana Armani, deixará no fim desse mês a luxuosa Daslu (foto), conglomerado com inúmeras marcas tradicionais de roupas, decoração e imóveis.
Segundo a André Brett, representante da Armani no Brasil, ''trata-se de uma decisão internacional de expandir a marca em outra direção''. A marca sairá da Daslu e desembarcará no novo shopping Cidade Jardim, na região do Itaim Bibi e que será muito luxuoso. Além da nova loja, a Armani contará com uma unidade em Brasília.
Já a Daslu disse que a Armani saiu de sua loja, devido as inúmeras promoções que a marca fazia na butique. Nos últimos meses todos os preços da marca eram remarcados com descontos de até 70%, e a marca estava incomodada de vender com valor abaixo e de coleções passadas. A loja da Daslu estava atrasada em relação a outra e por enquanto única loja da rede no Brasil, na Rua Bela Cintra, nos Jardins em São Paulo, conta com a mesma coleção das lojas Armani na Europa.
A nova loja no shopping Cidade Jardim que será inaugurado no ano que vem, será a Armani Collezioni. Hoje o faturamento do grupo no Brasil é dividido entre a Giorgio Armani, com 25% representando a moda clássica, Empório Armani, com 71% e sua casualidade e 4% para Armani Exchange e toda sua esportividade.
(Estadão)

Schincariol se expande pelo Nordeste

Nessa sexta-feira, 01, a Schincariol anunciou a compra da Indústria de Bebidas de Igarassu (IBI), retentora da marca Nobel. A fábrica fica em Pernambuco, na cidade de Nobel, a 20 quilômetros de Recife e produz 42 milhões de litros ao ano. O valor da compra não foi revelado, mas para especialistas a fábrica da Nobel vale cerca de US$30 milhões.
Ir com força para o Nordeste é uma das propostas da Schincariol, segundo Adriano Schincariol, conselheiro da empresa. Além da compra da IBI, a cervejaria Paulista quer ampliar e modernizar ainda mais suas fábricas em Pernambuco e na Bahia.
Hoje a Schincariol produz 4,3 bilhões de litros ao ano, desses 3,01 bilhões de cerveja, e esses números devem crescer ainda mais, com a construção da nova fábrica da empresa no Ceará, por cerca de R$165 milhões e que deverá ser entregue em setembro desse ano.
Mas a empresa não está esquecendo das bebidas não-alcoólicas como refrigerantes e as águas, e deve investir nesse segmento que é crescente. Hoje 24% das vendas da Schincariol é desse meio. Com a compra da Nobel a cerveja será levada para todo o Nordeste e seu rótulo será mais conhecido na região.
A Schincariol está crescendo realmente bastante, comprando outras fábricas e não se seduzindo e resistindo a Ambev e a Femsa.
(Estadão)

Assolan quer ser a ''Unilever brasileira''

A Hypermarcas é a dona da Assolan, que é a empresa de João Alves Queiroz Filho, o Júnior, ex-dono da Arisco, que comprou a DM Farmacêutica, retentora de marcas famosas como: Gelol, Doril, Melhoral, Davene, Zero-Cal entre outros produtos. A compra custou US$650 milhões, e só pode ser concluída graças a parceria da empresa com um grupo de investidores mexicanos, que querem possuir 30% da Hypermarcas e ajudaram na compra com US$250 milhões para conseguirem o feito.
Segundo executivos da Hypermarcas, a intenção da empresa e de Júnior, é de transformar a marca brasileira, em uma ''Unilever'', repleta de produtos variados, em diversos setores de consumo. ''Júnior não gosta de dívidas, por isso se associou aos mexicanos'', diz o executivo.
A empresa que a Hypermarcas comprou, foi fundada nos anos 70, e ela cresceu comprando outras farmacêuticas e sempre investindo em propagandas. Em 2006, a empresa ficou na 24a posição entre as que mais investiram em publicidade, num total de R$217,3 milhões.
A Hypermarcas comprando a DM, se qualifica como uma compradora nata, pois já comprou a Assolan, adquiriu a Etti, o adoçante Finn e a Mat Inset, de inseticidas. Com a aquisição, a empresa terá um faturamento de R$1 bilhão anual.
É mais um caso de monopólio, como muitos que apresento aqui, do qual sou contra.
(Estadão)

Friboi é a maior do mundo em carne bovina

Essa semana o frigorífico Friboi comprou a Swift Foods & Company, companhia americana, por US$1,4 bilhões. O curioso é que a Swift fatura cinco vezes mais que a empresa brasileira, e com isso a Friboi torna-se o maior frigorífico do mundo, com um abate de 47,1 mil bois por dia, contra 32,6 mil da Tyson Foods e 26,1 mil bois da Cargill. Além de se tornar o maior frigorífico do mundo, a Friboi passa a ser a maior empresa alimentícia do país, com faturamento de US$11,5 bilhões.
O Friboi vai pagar US$400 milhões em dinheiro e assumir US$1 bilhão em dívidas da Swift. A aquisição será feita em etapas e segundo acionistas deve ser concluída em julho. Os pontos da Swift, nos Estados Unidos e na Austrália não serão repassados a Friboi imediatamente, mas só depois de uma reformulação da companhia americana. Para o presidente do Friboi, Joesley Mendonça Batista, a redução de custos na Swift será a obsessão do Friboi, além de evoluir o processamento e a industrialização da empresa americana.
Para especialistas do mercado pecuário a operação do Friboi é um grande desafio, pois terá de abrir mercado em ambientes diferentes do Brasil, onde o público é outro, a legislação é diferente e a realidade é outra também.
Hoje em dia o mundo dos negócios é o monopólio, um compra o outro, e dessa vez uma empresa brasileira comprou uma norte-americana.
(Estadão)

O luxo do comércio popular

Hoje em dia magazines populares como o Lojão do Brás (foto), Torra-Torra, Eskala entre outros estão cada vez mais luxuosos. É uma tendência do mercado, pois o consumidor popular, está atrás do preço baixo, mas não quer só isso. Ele procura um espaço que tenha uma infra-estrutura para atende-lo melhor. As lojas populares citadas acima já possuem ar-condicionado, iluminação adequada, escada rolante, pois são lojas grandes com até 5 mil metros quadrados, estacionamento com muitas vagas, vans que pegam os clientes nas proximidades com a loja, restaurantes, lanchonetes, café de máquina, e sala de espera, os famosos lounge. A Torra-Torra da Penha tem em seu lounge um televisor de plasma de 42 polegadas, além de espaço para crianças, como os playgrounds, onde os adultos fazem as compras e seus filhos podem ficar brincando, em um espaço com monitor para tomar conta deles.
Essas lojas já estão sendo chamadas de ''Daslu'' para a baixa renda. Nessas três redes além de moda masculina, feminina e infantil, é possível encontrar cama, mesa e banho, bijuterias, perfumes e contar com um show-room com produtos expostos divididos em ambientes e vendedores atenciosos, que não te irritam. Esse mercado deve continuar assim, as lojas possuem muitas filiais, devem abrir mais unidades, e as antigas sofreram grandes mudanças, se modernizando para atrair mais público ainda, o que é muito bom. Essas lojas devem existir mesmo, pois quem não possui condições de comprar em shopping, compra lá, que é bem melhor do que camelô, pois não vendem falsificações.
(Estadão)