Ponto Frio começa reformulação

De olho no mercado que está perdendo, a Ponto Frio, segunda maior rede de eletrodomésticos do Brasil, está iniciando uma reestruturação, e para eles essa renovação significa corte no número de funcionários.
Manoel Amorim, está a três meses no comando do Ponto Frio, e sua primeira ação foi acabar com 250 postos de trabalho e diminuir as diretorias executivas, de oito para cinco.
Amorim também afirma que a campanha publicitária está no foco de sua gestão, além da abertura de novas lojas. Até o fim desse ano a rede deve inaugurar 80 lojas, sendo 50 delas no Nordeste. Hoje o Nordeste é uma das principais vitrines para a expansão de grandes redes, o diferencial do mercado, pois cresce mais do que o resto do Brasil.
O Ponto Frio conta com 380 lojas no país, e nenhum vendedor foi demitido. As funções que sofreram com a reformulação são da área administrativa, em sua maioria.
Essa ''sacudida'' do Ponto Frio se deve principalmente pela perda de mercado. Entre 2001 e 2006 o faturamento do Ponto Frio diminuiu, enquanto concorrentes como Magazine Luiza, do interior de São Paulo, e Insinuante, do Nordeste, cresceram mais de 100% no mesmo período. Ambas estão longe do Ponto Frio no ranking de faturamento, mas elas crescem a cada dia e o Ponto Frio precisa ficar atento. No ano passado o Ponto Frio faturou R$3,8 bilhões, o Magazine Luiza R$2,1 bilhões e a rede Insinuante faturou R$1,7 bilhões.
Mesmo distante a movimentação no Ponto Frio é grande, pois a rede está no ostracismo, o Magazine Luiza cresceu demais, principalmente por comprar concorrentes na região, e o Insinuante sem comprar nenhuma outra rede, cresce muito a cada ano. É uma pena que para se reformular, o Ponto Frio tenha que dispensar um grande número de funcionários.
(Estadão)

Vulcabrás assume o controle da Azaléia

Pedro Grendene é um dos principais acionistas da Grendene, e assumiu o controle acionário da Azaléia. Agora a Vulcabras detém 99,74% das ações ordinárias e 51,28% do capital total da empresa.
Com a compra da Azaléia, a Vulcabras se tornará uma gigante no setor de calçados em nosso país, com faturamento anual de R$1,2 bilhão.
Hoje a gaúcha Azaléia produz 45 milhões de pares de sapatos todos os anos, empregando 14 mil funcionários e em 2006 faturou R$800 milhões. A Vulcabras no mesmo período faturou R$444 milhões.
No início de julho a Vulcabras também comprou a argentina Indular Manufacturas, que faz calçados esportivos. O investimento na área esportiva é estratégico, pois a Vulcabras tem uma licença de exclusividade da marca Reebok no Brasil, e esse controle está chegando no final. Com isso, a marca Olympikus que pertence a Azaléia, entra no foco da Vulcabras, principalmente por ser uma das marcas que mais cresce na área de tênis no Brasil.
Apesar do sucesso da Olympikus, que freqüentemente é patrocinadora de eventos esportivos, a Azaléia não vive um apogeu. Seu fundador, Nestor de Paula, morreu em 2004 e desde essa época, a empresa vem passando por muitas dificuldades. Desde o fim do ano passado, a Azaléia não tem um presidente, e vem sofrendo como todo o setor calçadista, com a concorrência chinesa. Para se ter uma idéia desde outubro do ano passado, a Azaléia movimenta 25% do seu mercado externo com calçados feitos em fábricas terceirizadas na China.
A Vulcabras está se instalando em Buenos Aires e transfirirá um terço da produção de Horizonte, no Ceará, para a Argentina.
(Estadão)

O novo homem mais rico do mundo

Carlos Slim Helú (foto), lidera o atual ranking dos mais ricos do mundo. Para se ter uma idéia de sua fortuna, no primeiro semestre de 2007, ele somou US$8,6 bilhões a mais que Bill Gates, fundador da Microsoft, que inventou o software e criou o Windows, o sistema operacional mais utilizado em todos os computadores do mundo. Sendo Gates, o monopolizador de algo rentável como a informática, de onde veio a fortuna de Slim, para passar até a bagatela de Gates?
Slim é mexicano, nascido na capital Cidade do México, tem 67 anos, é viúvo, possui seis filhos, é engenheiro pela Universidade Autônoma do México, e sua fortuna é de US$67,8 bilhões, ante US$59,2 bilhões de Gates.
Slim era um importante empresário das telecomunicações e ganhou novo ''fôlego financeiro'', após liderar o consórcio que comprou a estatal de telefonia mexicana, a Telmex, em 1990. Além disso é dono da América Móvil, empresa de celular, sócia da Claro, com 100 milhões de clientes na América Latina.
Para analistas de mercado Slim ficou poderoso, devido a globalização, o mercado de capitais, que acabou trazendo investimentos as suas empresas. Slim é acusado de monopolizar a telefonia celular no México, e manipular o governo para obter favores.
(Sentido Común)

O Brasil é estratégico para o Carrefour

Essa é a afirmação que José Luis Duran (foto), presidente mundial do Carrefour fez recentemente ao Estadão. Após uma série de fracassos no país, com aquisições que trouxeram mais prejuízos do que lucros, fechando até 100 lojas, o Carrefour vem com força total no Brasil, China e Rússia, além de outros países emergentes. A rede francesa recuperou o posto de liderança de faturamento no Brasil há dois meses atrás, ultrapassando a norte-americana Wal-Mart. Para quem não sabe o Carrefour já foi líder antes desse período, só que havia perdido a liderança para o Pão de Açúcar, do empresário Abílio Diniz.
Após a compra do Atacadão, que garantiu o topo do ranking do varejo no Brasil, as metas do grupo no país são audaciosas. Em 2008, a previsão de Duran é que o Brasil já passe a ser o terceiro mercado da rede no mundo, atrás somente de França e Espanha.
Duran afirmou que possíveis compras do Carrefour no país e no mundo serão mais criteriosas, pois comprar com o objetivo de permanecer na liderança do ranking de faturamento, e depois ter que fechar as lojas devido fraco movimento, não é interessante para o grupo. Nos últimos anos as grandes aquisições do Carrefour foram em 1997, o Hipermercado Eldorado, com lojas de grande porte e alto padrão, em 1998 as Lojas Americanas, em 1999 as redes Planaltão, de Brasília, Roncetti do Espírito Santo e Mineirão, de Belo Horizonte. Em 2000 investiu pesado no Rio de Janeiro, comprando marcas como Rainha, Dallas e Continente. No ano de 2005, voltou a investir em São Paulo, adquirindo 10 lojas do BIG, do grupo português Sonae, e a tacada final foi em abril desse ano, comprando as 34 lojas do Atacadão, misto de atacado e varejo.
A previsão atual de Duran é de abrir 10 hipermercados ao ano no Brasil e algumas lojas Atacadão, entre duas e três ao ano. Os supermercados de conveniência Dia, também pertencente ao Carrefour ganhará mais lojas com o passar do tempo.
Atualmente o Carrefour não está obtendo lucro no México, Coréia do Sul, República Checa, Chile e Bélgica, podendo assim fechar algumas unidades nessas regiões.
(Estadão)

A expansão da Ricardo Eletro

A Ricardo Eletro é uma das maiores redes do país em eletroeletrônicos e móveis, com 100 lojas presente em boa parte do território mineiro e nos estados do Espírito Santo, Bahia e Sergipe . Atualmente está entre as 10 maiores redes do país e no ano passado faturou R$850 milhões.
Com tantas lojas espalhadas em quatro estados a intenção é crescer mais, e a compra das Lojas Mig é o novo projeto da Ricardo Eletro, e segundo fontes do mercado a aquisição está próxima e movimentaria algo em torno de R$60 milhões. As lojas Mig também é uma grande rede, com sede em Uberlândia, no Triangulo Mineiro, e com 85 lojas, boa parte em Minas Gerais, e outras no Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás e São Paulo. As Lojas Mig ainda é uma empresa familiar e alguns anos já estariam a venda para possíveis compradores, mas só a oferta atual da Ricardo Eletro interessa o grupo. O Magazine Luiz já tentou comprar a rede, mas as negociações não evoluíram.
A Ricardo Eletro é líder do segmento em Minas Gerais, e é comandada por Ricardo Nunes, de 38 anos. A rede faturou 42% a mais em 2006 do que em 2005. Entrou em território nordestino em 2005, abrindo de uma só vez 30 lojas e crescendo consideravelmente na região, preocupando a Insinuante, monopolizadora da área a muitos anos. Adquirindo as Lojas Mig, a Ricardo Eletro entrará em São Paulo, no Norte do estado, com previsão de chegar a grande São Paulo, inaugurando lojas e também com amplo interesse em se instalar no Rio de Janeiro. Das 85 Lojas Mig, 33 estão em Goiás, isso quer dizer que a compradora dará uma atenção especial a região também.
A Ricardo Eletro é popular, e possui um marketing ''agressivo'', o dono Ricardo Nunes é atento a todos os movimentos de suas lojas, e o slogan da rede é ''Aqui você fala com o dono''.
É nítido que a proposta da Ricardo Eletro é a mesma do Magazine Luiza, de se consolidar e crescer em regiões que não haja tanta concorrência varejista, por isso não chegaram em São Paulo, o maior centro consumidor do país.
(Estadão)

A fusão de China in Box e Gendai

A China in Box, maior rede de restaurantes chineses do Brasil anunciou a fusão com a rede japonesa Gendai, criando assim a maior empresa de culinária oriental em nosso país. Ao todo são 142 lojas, e seis bandeiras: China in Box, Gendai, Brevità, Owan, Domburi e Teppan House. O faturamento está em torno de R$100 milhões ao ano.
Segundo Robinson Shiba, fundador do China in Box, as duas empresas se uniram para aumentarem escala e diminuir os custos. Os pratos dos dois restaurantes são diferentes, mas 80% dos ingredientes utilizados são iguais. Assim a rede ganhará um poder maior de barganha com seus fornecedores e também uma melhor negociação com relação a cartão de crédito e com shoppings.
Essa fusão fica marcada como a primeira entre fast foods no Brasil. Segundo especialistas do mercado essa é uma nova tendência do mercado. Redes de porte médio devem se unir para concorrer com grandes redes como McDonald’s e Habib’s, e contra o comércio formal, que vende yakissobas a R$1 pelas ruas de todo o Brasil.Para os sócios, a economia de escala irá financiar a expansão da rede. A meta é de abrir mais 110 unidades nos próximos três anos, contando as seis bandeiras.
(Estadão)

Eike Batista está perto de comprar a AVG Mineração

Eike Batista (foto), bilionário que foi casado com a símbolo sexual Luma de Oliveira e através de sua mineradora MMX, deve comprar a AVG Mineração. Localizada em Igarapé, região central de Minas Gerais, conhecida pela lendária Serra Azul, o local é um quadrilátero ferrífero e suas histórias são antigas. Desde o século 19 a região interessa garimpeiros e mineradoras que se ''seduzem'' por suas reservas de ouro, topázio, bauxita e minério de ferro. Hoje na região existem mais de 10 mineradoras, sendo que cinco estão em venda e devem gerar em negócios, algo entre US$2 bilhões.
Segundo Rodrigo Andrade Gontijo, diretor da AGV, as conversas com a MMX estão evoluindo, mas nenhum acordo foi fechado ainda. O valor da compra seria de US$250 milhões. O próprio Gontijo diz que a AGV ainda conversa com a Vale do Rio Doce, BHP Billiton e CSN, mas por enquanto a preferência de compra é da empresa de Eiki Batista, embora ainda não tenha fechado negócio, por estar em processo de averiguação de contas.
A última aquisição na região da Serra Azul, foi a chegada da mineradora inglesa London Mining, que comprou em maio a Minas Itatiaiuçu, que tinha depósitos enormes, com capacidades para 260 milhões de toneladas de minério de ferro e para expandir a produção, a empresa britânica investirá US$130 milhões.
Com a compra da AVG, A MMX entrará de vez em Minas Gerais e fará um mineroduto de 525 quilômetros até o Porto do Açu, no Rio de Janeiro.
(Estadão)

Telefonica quer a Vivo

A espanhola Telefonica vai oferecer cerca de E3 bilhões, o que equivale a US$4,08 bilhões, para sua sócia portuguesa, à Portugal Telecom, para ter o controle total da operadora Vivo. Hoje a empresa brasileira é controlada meio a meio, por Telefonica e Portugal Telecom.
Cesar Alierta, presidente mundial da Telefonica, não revelou os valores da oferta de sua empresa a sua sócia, pela Vivo, e esse valor vazou devido as informações do jornal inglês Financial Times. A Telefonica recentemente comprou o controle da Telecom Itália, dona no Brasil da TIM, e comprando a Vivo, a TIM seria vendida.
A ''sedução'' da Telefonica em relação à compra total da Vivo, já é antiga, mas essa é a primeira vez que executivos tanto da Telefonica quanto da Portugal Telecom anunciam a possível aquisição total da Vivo pela empresa espanhola.
Mas Henrique Granadeiro, presidente da Portugal Telecom não está tão interessado em vender a sua parte do negócio, pois tem um grande interesse em permanecer com as atividades no Brasil. A Oi pode ser um dos destinos de compra da Portugal Telecom, mas executivos da operadora desmentem o fato.Qualquer que seja o destino da Vivo, hoje ela é a maior operadora de celulares no Brasil, com 30 milhões de assinantes.
(Estadão)

O crescimento da La Pastina

A La Pastina é uma empresa de conservas de alimentos, que começou suas atividades como um pequeno armazém na Rua Santa Rosa, no Brás, fundado em 1947 por Vicente La Pastina e mais um sócio. Na época a loja só vendia cebola, batata e temperos. Com o crescimento do comércio em São Paulo, Vicente e seu sócio passaram a importar conservas e especiarias a partir de 1950, dando ênfase aos produtos italianos. Em 1960 o Armazém La Pastina era um exportador de cereais. Até 1980 a empresa era reconhecida pela qualidade dos grãos que comercializava e a partir de 1985 a marca alavancou devido os rótulos de vinhos que trouxe ao Brasil. Era o famoso francês Maurice Granier. No fim dos anos 80 a La Pastina mudou de endereço, indo para a Rua da Alfândega, também no Brás.
O início da década de 90 coincidiu com a abertura das exportações e um novo rumo a empresa. Passaram a exportar uma grande variedade de produtos, entre eles mercearia seca e refrigerados, embora hoje a La Pastina não importe mais queijos e embutidos. Celso La Pastina, filho de Vicente La Pastina e diretor comercial da empresa conta com orgulho que eles foram os primeiros a trazer para o Brasil: arroz de risoto, massa e mortadela italianos, queijo grana e vinagre balsâmico. No mesmo período chegou os primeiros produtos próprios da marca, entre eles o pêssego em calda grego. Em 1999 criou-se a World Wine, best-sellers de vinhos até os dias atuais. Hoje os campeões de vendas da marca são os atomatados, azeites e café.
A empresa vai fazer 60 anos e para comemorar, as embalagens passaram a conter um novo rótulo com a data de fundação da empresa e o público verá essa nova cara da marca daqui dois meses, período em que as embalagens novas chegaram aos supermercados. Hoje a La Pastina tem 350 funcionários, 500 itens importados, 100 deles da própria marca e 1200 rótulos de vinhos.
O próximo projeto é a inauguração de uma central distribuidora grande, com 9 mil m2, podendo guardar 550 mil caixas de vinho, e o espaço ainda terá uma adega climatizada com 80 mil vinhos. A internacionalização da marca também está em pauta.
Isso é o que ocorre com uma boa empresa. A La Pastina tem qualidade em seus produtos e o consumidor consciente sabe disso e leva seus produtos para casa. Fazer sucesso é ótimo e sucesso aliado com qualidade é melhor ainda.
(Estadão)

WebJet está no foco da CVC

Segundo fontes do mercado a CVC do empresário Guilherme Paulus comprou a companhia aérea WebJet, mas o próprio Guilherme nega categoricamente o fato e ri quando perguntado ao valor que a WebJet vale atualmente.
Mas um acordo já foi feito, na verdade um contrato temporário de fretamento de dois aviões da companhia e a CVC irá analisar a ação para ver se obtém lucro.
Para as fontes do mercado, Paulus está mentindo pois a CVC já comprou a WebJet por R$20 milhões, que é o mesmo valor que a família de Constantino de Oliveira investiu na criação da Gol, que já é quase líder do mercado aéreo.
Os aviões utilizados pela CVC são dois Boeing 737, e serão utilizados aos fins de semana. As rotas já estão traçadas, com vôos de Rio de Janeiro e Brasília rumo ao Nordeste.

O vôo fretado é muito rentável, tanto que a CVC transporta anualmente 1,5 milhão de passageiros e a meta para esse ano ainda, é de 1,7 milhão.
Segundo fontes do mercado a CVC estuda mudar a sede da WebJet do Rio de Janeiro para São Paulo.
A WebJet possui pouca representatividade no mercado aéreo. Nasceu em julho de 2005, com somente um Boeing 737-300 e investimento de US$10 milhões. A proposta era de ''imitar'' a Gol com tarifas baixas. Quatro meses depois a empresa comunicou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que cancelaria seus vôos momentaneamente. Isso porque suas aeronaves ficavam vazias, com menos de 35% de capacidade total. A direção da WebJet alegou na época estar sofrendo forte concorrência com as maiores companhias do setor: TAM, Gol e Varig que baixaram suas tarifas para os mesmos destinos que a WebJet fazia. Isso até rendeu uma acusação da empresa contra as concorrentes, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), acusando às de prejudicar a WebJet. Em janeiro de 2006 a WebJet já havia trocado de comando, liderado pelo Grupo Águia e pelo Grupo Jacob Filho, a primeira do setor de turismo e a última de transporte rodoviário. Ambas donas não investiram mais nenhum centavo na empresa, que possui apenas 0,36% do mercado de passageiros no Brasil.
Quando uma notícia dessa vaza no mercado e sai nos jornais, é que a aquisição já foi feita ou está faltando apenas um acerto final. Como a WebJet está totalmente arruinada e sem um ''norte'', eu não sou contra essa compra, pois controlados com a CVC que é uma empresa de grande porte, os aviões terão maior utilidade.
(Estadão)

Perdigão adquiri marcas da Unilever

Semana passada a Perdigão intensificou sua proposta de aumentar sua linha de produtos, comprando as marcas Doriana, Delicata e Claybom que pertenciam a Unilever por R$77 milhões. Além de adquirir essas marcas, tem um projeto com a Unilever em criar uma empresa voltada ao mercado de margarinas.
A Perdigão partiu para outros setores, além das carnes, devido a crise da gripe aviária, em que as empresas poderiam perder lucros e com uma linha de outros produtos, as contas poderiam ser equilibradas.
Ano passado a Perdigão recolheu R$800 milhões, sendo que metade já foi investido em aquisições de empresas que não comercializam carne, produto referência da Perdigão. Comprou há um mês atrás um frigorífico em Mirassol D’Oeste, No Mato Grosso por R$100 milhões. Em maio comprou a holandesa Plusfood, por E30 milhões. Com os R$400 milhões restantes, a Perdigão deve adquirir mais empresas.
Com tantas aquisições, o faturamento cresce e a distância para a sua concorrente e líder no mercado Sadia diminui a cada dia. A Sadia fechou 2006 com uma receita de R$7,9 bilhões contra R$6,1 bilhões da Perdigão, que em três anos teve seu faturamento aumentado em 40%.
A nova empresa de Perdigão e Unilever ainda não tem nome, afirmou Nildemar Secches, presidente da Perdigão, mas adiantou dizendo que ambas terão 50% da empresa. A Perdigão controlará as marcas mundiais de margarina da Unilever no Brasil e a Unilever cuidará do marketing e do desenvolvimento de novos produtos da merca Becel. A Perdigão fabricará e distribuirá as margarinas. Esse trabalho será feito na fábrica da Unilever em Valinhos, que possui 300 funcionários, que segundo as direções das empresas continuaram em suas funções.
Hoje o mercado de margarinas representa 2,5% das vendas da Unilever, o que equivale a R$9,5 bilhões anuais, e davam dor de cabeça a empresa. Hoje a Unilever no Brasil se importa com o mercado de higiene pessoal e de limpeza, diferentemente do que faz no resto do mundo. As margarinas da Unilever representam apenas 20% do mercado no Brasil, perdendo para a Bunge com as marcas Soya, Primor e Delícia com 27,2% e contra a líder de mercado Sadia, que conta com as marcas Qualy, Sadia Vita, Deline e Bom Sabor que possuem 40,3% de mercado, sobrando apenas 12,5% para outras marcas. A Qualy é um produto de 1993 que virou líder de mercado e fez a Unilever despencar posições no mercado.
A Unilever vê a criação dessa nova empresa com bons olhos, pois para o presidente da empresa Vinicius Prianti invadir novos mercados é sempre lucrativo. Hoje a Unilever é dona das marcas alimentícias Kibon, Maisena, Pomarola, Hellmanns e Knorr. A Perdigão vê um mercado que pode fazer seu faturamento crescer rápido, pois o mercado de margarinas movimentou no ano passado R$1,5 bilhão, cresceu 9,7% em relação ao ano retrasado e pode acrescentar em seu nicho de produtos mais margarinas, já que as suas marcas Borela e Turma da Mônica possuem uma baixa representatividade ao mercado e aos consumidores, mas as duas serão mantidas pela empresa.
(Estadão)

Grandes redes do varejo investem no Nordeste

A cada dia que passa o interesse de grandes redes varejistas em abrir lojas no Nordeste aumenta. A rede que mais cresce no Brasil é a americana Wal-Mart, que já conta com 115 lojas e pretende abrir até o fim desse ano mais 19. As bandeiras da marca são além do Wal-Mart, Bompreço, Todo Dia e Sam’s Club. O que mostra o crescimento da região é que de 28 novas lojas da rede no país, 19 serão em solo nordestino. Em 2006, a rede inaugurou 14 lojas, sendo sete no Nordeste, seis no Sudeste e uma no Sul do país. Ao todo foram investidos R$600 milhões.
A Bompreço foi adquirida pelo Wal-Mart em 2004, o que fez seu faturamento saltar no Nordeste e no Brasil. As redes pequenas do Bompreço como a Balaio e Mini Bompreço foram transformadas em Todo Dia, que é uma loja de conveniência, semelhante ao Dia, que pertence ao Carrefour.
Todo esse interesse no Nordeste se deve ao crescimento da região, que em 2004 teve um PIB per capita que cresceu 14,42% enquanto no resto do país esse número ficou em 11,09%, segundo o IBGE.
O Pão de Açúcar também olha com entusiasmo o Nordeste. Há mais de 30 anos está na região, presente em oito estados e com 47 lojas. Este a no a previsão é de inaugurar 10 hipermercados Extra, sendo que a metade será no Nordeste em grandes cidades como Fortaleza, Natal, Maceió e João Pessoa. Atualmente a ''menina dos olhos'' do Pão de Açúcar é a rede Extraperto, que na verdade são mini-mercados em regiões de alta concentração popular. Hoje em São Paulo já existem nove lojas dessa e no ano que vem irá para o Nordeste.
Mas o Pão de Açúcar quer crescer comprando a quarta rede do país, a sergipana G Barbosa, que é uma potência em Sergipe, Bahia e Alagoas com 41 lojas, e com faturamento de 1,48 bilhão em 2006, levando assim a empresa de Abílio Diniz ao topo do ranking de faturamento no varejo em nosso país, que é comandado pelo Carrefour atualmente. Mas essa compra vai defender do valor de venda, pois segundo membros do Pão de Açúcar, a rede não está disposta a pagar um valor ''astronômico'' para uma possível aquisição.
O Carrefour atual líder do ranking de faturamento dos supermercados em nosso país, abrirá as primeiras lojas do Atacadão no Nordeste, sob a diretoria do Carrefour, embora a rede já possuía lojas no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia. Hoje a rede francesa Carrefour conta com 15 lojas na região, e deve abrir mais unidades nesse ano, Recife deve ganhar três hipermercados Carrefour e Maceió em 2008 deve ganhar algumas unidades também. Ao todo R$60 milhões serão investidos em dois anos na região.
Agora que as grandes redes perceberam o crescimento econômico do Nordeste, eles ficarão como ''abutres rondando a carniça'' atrás do lucro obviamente. O que todas essas grandes redes querem é crescer cada vez mais, muitas não fechando mais e quem sai prejudicado é sempre o trabalhador, que perde seu fim de semana, os feriados e trabalha cada vez mais, pois o comércio não fecha mais, só pensa em lucro.
(Estadão)