Apresentação do setor de sucata de ferro em São Paulo

O Golden Tulip, na região da Avenida Paulista - sediou na manhã de ontem, o "Estudo Sobre o Setor de Sucata de Ferro e o Impacto da Adoção de Impostos Sobre a Exportação de Sucata Ferrosa no Brasil".

Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e ex-presidente do Cade - apresentou a pauta, que é gerida pelo Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e de Aço (INESFA).

Atualmente o Brasil conta com 5.475 empresas de comércio atacadista de resíduos e sucatas, sendo 63% desse volume no Sudeste do país.

Essa parte no Sudeste, corresponde a 45% de São Paulo e 11% de Minas Gerais, sendo a maior parte pequenas ou micro empresas.

"Hoje, as empresas atacadistas de sucata vendem o produto livremente no exterior", diz André de Almeida, advogado especialista em Direito Internacional e sócio do Almeida Advogados. 

"Se a exportação for taxada, esses pequenos empreendedores correm o risco de perder importantes mercados internacionais conquistados nos últimos anos e sofrer grandes prejuízos", afirma Almeida.

No longo prazo, segundo Almeida, os reflexos serão: redução do emprego, perda de eficiência da indústria e prejuízo ambiental.

"É necessária a formulação de políticas para fortalecer este setor. A criação de uma taxa para a exportação da sucata enfraquece este mercado e desestimula a reutilização deste insumo. É preciso desenvolver uma agenda positiva para alinhar a cadeia produtiva do aço com a vocação ambiental do Brasil", afirma Gesner Oliveira.

Acesse o estudo detalhado, no link http://www.sindinesfa.org.br/download/O_Mercado_Ferroso_Brasileiro.pdf. 

Golden Tulip, em São Paulo
Gesner Oliveira

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