Residenciais ao lado de linhas férreas

Com a expansão imobiliária que São Paulo vive há mais de uma década e valorização na metragem, com alguns apartamentos custando mais de R$15 mil o metro quadrado, um fato chama a atenção.

Prédios que são vizinhos de tradicionais e antigas linhas férreas, que servem para o transporte público e de cargas - não são agradáveis para muitos.

Como os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e também o Metrô (quando terrestre ou de superfície) - passam por bairros famosos da cidade, em muitos casos, imóveis com valores acima de milhões - são facilmente comercializados, porém sofrem com o ruído.

Lapa, Água Branca, Pompeia, Barra Funda, Santa Cecília, Bom Retiro, Brás, Mooca, Belém, Tatuapé, Pinheiros, Vila Olímpia e Morumbi - são apenas alguns bairros históricos e que convivem com linhas férreas e lançamentos imobiliários constantemente.

Para Judith Maranhão, viver ao lado dos trilhos dos trens, é normal. "Moro há mais de 10 anos na Água Branca e não me sinto estressada por causa dos sons que os trens emitem, sendo que aqui há duas linhas, que funcionam quase 24 horas por dia", afirma a moradora.

O que atrai as grandes incorporadoras a lançar imóveis nessas condições, remete-se até a história e o desenvolvimento de São Paulo.

Como a linha férrea divide os bairros, com os trens passando exatamente no meio, criou-se ao redor áreas e terrenos grandes, geralmente galpões industriais e pequenos comércios.

Com o fechamento desses galpões, notou-se que prédios poderiam ser erguidos, pois as áreas eram grandes e conforme a procura, resultaria em maior desenvolvimento na região e lucros para a construtora.

Inegável que os trens não são silenciosos, mas a dupla - bom lar e bom bairro, amenizam qualquer inconveniente que os mesmos podem causar e sem falar que existirá a condução na porta. 

Residenciais na Água Branca, zona oeste

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