31 março 2008

Variedades no China In Box

A rede de comida chinesa China In Box acaba de completar 15 anos neste ano, e traz alguns pratos novos como o tailandês, que conta com camarão, frango, cenoura, acelga, brócolis, couve-flor, cebola e é claro macarrão. Outra opção é o francês, com fatias de carne bovina, cenoura, repolho, brócolis, champignon e berinjela, com molho madeira. O brasileirinho é um macarrão com calabresa, azeitonas verdes, cenoura e acelga com molho à base de canela e shoyu.
Eu aprecio muito a comida chinesa que o China In Box faz, pois é feita no vapor, muito leve e une pequenas porções de carne, com bastante vegetais e uma massa que é o macarrão. Um belo mix, disponível em todas as lojas da rede China In Box.

25 março 2008

Entrevista com Celso Viáfora


Celso Viáfora é um grande cantor, compositor, músico de primeira linha e verdadeiramente talentoso. 

Tenho o prazer de mostrar nosso bate-papo para todos vocês. Nele, Celso fala de sua amizade com Vicente Barreto e Ivan Lins, conta histórias do Carnaval do Rio e ainda fala sobre seu sucesso fora do país. Fiquem na sequência com a entrevista.

Renato Galvão – Celso, você é de que região do país?
Celso Viáfora – Sou de São Paulo, capital. Nasci bem no Centro da cidade, no bairro da Luz. Mas tenho, na minha música, além das coisas que São Paulo me ensinou, um bom pedaço das coisas que ouvi no interior (passei muitas férias de julho na fazenda de um tio, em Caiuá, oeste do Estado, já perto da divisa com o Mato Grosso do Sul), do samba carioca (minhas férias de verão passava na casa da tia Angelina, sobretudo os carnavais, que me deram de presente a paixão pelo Salgueiro a quem assisti pela primeira vez aos 14 anos, no bi-campeonato de 1975, com "As Minas do rei Salomão") e da música amazônica (onde minha carreira tem, da parte do público, um carinho e atenção bastante especiais).

Renato Galvão – Além de compositor e cantor, ainda é arranjador?
Celso Viáfora – Pois é. Num dos primeiros festivais de que participei, conheci o Amilson Godoy (meu padrinho artístico e, depois, de casamento). Ele me convenceu a estudar música. Na época, de manhã fazia Direito na USP e, à noite, ia bater em São Caetano do Sul, para estudar teoria musical na Fundação das Artes. Depois disso, fiz o curso de arranjo com o Nelson Ayres no Conservatório do Brooklin. Por conta disso, às vezes me meto a escrever alguns arranjos. Inclusive de cordas. Mas só pros meus discos.

Renato Galvão – Seu primeiro disco lançado foi quando e queria saber a história da canção "Não vou sair".
Celso Viáfora – Meu primeiro disco foi coletivo. Saiu pela Copacabana em 1.985. Chama-se "Trocando Figura" e tem a companhia dos parceiros e amigos Cesar Brunetti e Jean & Paulo Garfunkel, com produção do Eduardo Gudin e do Hélton Altman. "Não Vou Sair" foi criada em 86. Perdi, por um tempo, alguns amigos queridos que se mandaram para Europa, Japão, EUA e Canadá para fugir do exílio econômico que procedeu ao exílio político. Fiz para eles e para minha preguiça em largar esse nosso paraíso mau tratado. Por preguiça, pode-se, também, entender uma certa covardia para tentar a sorte lá fora ou alguma coragem para tentar mudar as coisas aqui dentro. O Nílson Chaves ia gravar, naquele disco "Sabor", outra música minha ("Arte"). Aí fomos tocar em Belém, a música fez lá a sua estréia e, para minha sorte, o Nilson trocou de música e eu ganhei dele o meu primeiro sucesso como compositor.

Renato Galvão – O que eu sinto nas suas músicas, é que você canta o samba, algo mais romântico sempre da mesma forma. Você segue um padrão na melodia, nas letras?
Celso Viáfora – Não conscientemente. Talvez, depois de tantos anos fazendo isso, possa ter conseguido uma certa digital. Mas, para falar a verdade, o que me move a fazer música é encontrar uma frase, um acorde, um tema ou seja lá o que for que, de alguma maneira, me pareça diferente de tudo o que já fiz.

Renato Galvão – Queria que você citasse alguns de seus parceiros, e falasse de seus inúmeros sucessos com o também compositor Vicente Barreto.
Celso Viáfora – Tenho vários parceiros. Durante alguns anos, só fiz músicas sozinho. Em seguida, passei a compor também com o Vicente Barreto. A partir de 2000 veio o Ivan Lins. Eles dois são os parceiros mais freqüentes. De uns tempos para cá, como música passou a ser, para mim, um compartilhar de forças positivas e uma manifestação de amizade, virei um compositor bem mais promíscuo. Tenho músicas com o Francis Hime, o Eduardo Gudin, o Guinga, Luiz Carlos da Vila, Miltinho (do MPB-4), Nilson Chaves, Tavito, a Lucina, o Guilherme Rondon, Jorge Hélder, Joãozinho Gomes, Rafael Altério, os mineiros Sérgio Santos, Flávio Henrique e Vitor Santana; o Chico Saraiva, Alexandre Lemos, Arismar do Espírito Santo, Ronen Altman, Vasco de Brito, que mora no Japão; tenho um parceiro argentino, o Beto Calletti; um parceiro norte-americano, o David Finck; um parceiro italiano, o Ivano Fossatti; um parceiro português, o Beto Betuk; tenho um samba com o Elton Medeiros e o Hermínio Bello de Carvalho; um outro samba com o Aluisio Falcão e o Carlos Henry e mais algumas canções com a moçada que vem chegando com tudo, como o Fred Camacho, o Cahê Rolfsen, o Zé Edu Camargo, o Pedro Altério, o Sonekka e o meu filho, Pedro Viáfora. E olha que, quase com certeza, devo ter esqucido alguém. O Vicente foi meu primeiro parceiro mais constante. Pra ele, chego a pensar em temas e abordagens específicas. Com ele, aprendi a procurar a minha mão direita no violão. Um dia ele veio morar no meu prédio e a gente passou a compor com menor intensidade. Vai explicar, mas estamos voltando com força: deixando de tomar, juntos, tanta cerveja no quintal do prédio para, juntos, trabalharmos novas canções. 

Renato Galvão – A música "Por um fio" realmente tem alguma coisa a ver com o Carnaval do Rio?
Celso Viáfora – Completamente. Sou salgueirense fanático. Hoje, inclusive, tenho carteira da Ala dos Compositores mas, naquela época, era apenas torcedor. De arquibancada. Pois estava lá, no desfile de 93, aquele em que arrasamos com o "Peguei o Ita" (Explode coração / na maior felicidade...). A avenida toda tomada pelo desfile do Salgueiro, o carnaval já ganho e, quase na minha frente, um câmera-man, tentando captar o melhor ângulo da Taninha, a porta-bandeira, deixou o cabo no caminho dela que tropeçou e caiu. Aquilo podia ter matado o campeonato da escola. Mas, por sorte, mesmo perdendo pontos, ganhamos. Na volta para São Paulo, passada a vontade de enforcar o câmera e o dono da televisão com aquele cabo, o Vicente me deu a melodia do samba e eu o achei a cara daquela história. E fiz a letra.

Renato Galvão – Na sua opinião, porque pessoas talentosas como você aparecem somente em veículos segmentados, onde o povo em si não consegue conhecer plenamente seu trabalho?
Celso Viáfora – Existem duas coisas distintas: a atividade artística e a indústria do entretenimento. Há um tempo atrás, ambas se confundiam bastante. Hoje muito pouco. O que não impede que, algumas vezes, um artista crie uma obra que atenda aos dois segmentos. Consigo ver pessoas muito talentosas na grande mídia. São pessoas em quem, por algum motivo especial, a indústria resolveu apostar. Outras, por motivos igualmente especiais, não conseguem essa atenção. Agora, para estar na grande mídia não tem outro jeito: tem que ter investimento. As rádios do chamado "mercadão" só tocam o que é pago para tocar. Então, aquelas pessoas que não interessam permanecem segmentadas. Mas dá para tornar viável uma carreira com base nos veículos que trabalham nesse sentido. O problema não é a segmentação. A grande questão é a exclusão a que estariam sujeitas as novas gerações. Mas, para isso, os deuses da música criaram a Internet e suas múltiplas formas de divulgação. Para romper com a exclusão. Ainda que essas novas gerações, na sua grande maioria, após toda essa revolução, devam permanecer presas à segmentação. Mas, como já disse, dá pra tornar viável uma carreira com base nos veículos segmentados.

Renato Galvão – Me fale do seu sucesso no Japão?
Celso Viáfora – Nem é tanto assim, esse sucesso. Mas, para minha surpresa, lançaram uma coletânea com músicas de três discos meus ( "Cara do Brasil", "Basta Um Tambor Bater" e "Palavra"), com o título "A Carreira de Celso Viáfora" e o CD foi bem. Então me pediram um novo trabalho e eu (que não sou bobo nem nada), chamei o parceiro Ivan Lins e juntos fizemos o disco "Nossas Canções", só com músicas de nossa parceria.

Renato Galvão – Para shows, como o público pode te achar, seu site para verem seu trabalho e muito grato pela entrevista.
Celso Viáfora – É só acessar o site, www.celsoviafora.com.br ou me contatar através do email celsoviafora@uol.com.br. Obrigado a você pela força e atenção para com o meu trabalho.

Land Rover lidera venda de carros de luxo no Brasil

A Land Rover, empresa britânica que passará das mãos da Ford, para a indiana Tata, se tornou em 2.007, a montadora importada que mais vende carros de luxo no país. Ao todo foram 3.254 unidades vendidas no país, todos utilitários esportivos, que é o forte da marca. Esse sucesso fez com que ela desbancasse marcas como Audi, BMW e Mercedes-Benz, e o Brasil, virou o principal mercado da marca na América Latina, sendo um dos 10 maiores da montadora. No ano passado, a Audi vendeu apenas 1.595 modelos, contra 2.707 da BMW e 2.636 da Mercedes.
Mesmo com a venda para a Tata (a marca Jaguar, também da Ford, passará para a empresa indiana), marcada para o mês que vem, o sucesso dos jipões deve continuar, pois as concessionárias continuaram iguais, os planos também e design e tecnologia serão itens que permaneceram como está hoje.
Os carros da Land Rover são belíssimos, seguros, atraentes, chamativos, luxuosos e para um público específico, que está trocando automóveis de luxo, para jipes de grande porte com muito luxo.
(Estadão)

24 março 2008

Restaurante O Pescador

Uma bela opção para quem gosta de peixes e frutos do mar é o restaurante O Pescador, na zona norte de São Paulo. Serve diariamente até meia-noite, pratos suculentos, como peixes, caldos, lanches, carnes e sobremesas variadas. O local também é de happy-hour, com direito a mesa e guarda-sol do lado de fora, como se fosse uma praia. Faz sucesso a manjuba e a lula, além do camarão a paulistinha. Opções mais leves como truta, cação e salmão também estão no cardápio.
Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 5.364, Mandaqui, São Paulo, Tel. (11) 6977-9492.

18 março 2008

Restaurante Soteropolitano

Uma bela opção para quem gosta de comida brasileira é o badalado Soteropolitano. Erguido em uma residência, o ambiente é dividido com vários ambientes, sendo algumas salas e um belo bar, que serve drinks formidáveis.
Serve peixes ótimos, entre eles a moqueca, muito suculenta. O camarão rosa também vai muito bem, e o pernil e a carne seca fazem bonito.
Rua Fidalga, 340, Vila Madalena, São Paulo, Tel. (11) 3034-4881.

14 março 2008

Ocularium Moderno

Ocularium Moderno é uma das melhores óticas de São Paulo. Tem lojas nos shoppings Higienópolis, Paulista e na estação Brigadeiro do Metrô. Todas são arrumadas, não tão grandes, porém contam com uma variedade incrível, pois o estoque é grande. Com isso, conseguem um preço final ao consumidor excelente, e até fora do mercado atual. Só trabalham com grandes marcas, cito algumas delas, Ray-Ban, Armani, Lacoste, Vogue entre outras.
Lá é possível encontrar modelos de sol ou de grau, e para quem gosta de óculos escuros com grau, esse é o local certo, pois eles conseguem um preço camarada para seus clientes.

13 março 2008

A empresária dos cosméticos acerta novamente

Após um ano e meio de lançamento da marca de cosméticos Éh, a empresária Cristiana Arcangeli vendeu a empresa para a Hypermarcas, retentora das badaladas Monange e Assolan. Segundo fontes do mercado essa ação deve ter durado algo em torno de R$30 a R$40 milhões. Cristiana agora será consultora de marketing da Hypermarcas e suas atividades não param pó aí. Semana passada ela lançou uma linha de jóias, junto com a Vivara, de preços mais baixos, na média por menos de R$1 mil. A empresária é reconhecida como importadora de cosméticos. Hoje em sua rede loja, a Phytá, ela comercializa Bulgari e Chanel.
Sua história começa nos anos 80, onde a empresária vendeu seu consultório clínico, ela é formada em odontologia, e daí criou a Phytoervas. No começo dos anos 90, cria a Phytá Consméticos e em 1.994, organiza o 1o Phytoervas Fashion, que passou a ser Morumbi Fashion e hoje é o famoso São Paulo Fashion Week. Em 1.998 vendeu a Phytoervas, que foi comprada seguidamente. Nos anos seguintes se dedica a escrever seu livro, e a participações no rádio e na televisão, coisa que ainda faz. Essa é uma mulher de negócios mesmo!
(Estadão)

A educação vai mal

No ano passado o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) testou o conhecimento dos alunos brasileiros. Na verdade, esse teste é feito a cada três anos, e em dezembro de 2.007, 57 países fizeram esse teste e a posição do Brasil, foi a de 48o. Para piorar a situação, a pesquisa ainda indicou que os alunos estão lendo menos, o ensino público do particular é um dos que existem maior diferença no mundo, e sua principal cidade, que é São Paulo, teve índices bem abaixos do resto do país. Isso é muito grave, pois qualquer país que hoje está desenvolvido, passou por um processo de educação, que é o ponto pé inicial para o verdadeiro progresso de uma nação. Sem educação, a miséria continua, o progresso sustentável não ocorre, o país fica ainda mais desigual. Mas as autoridades gostam disso, pois fazem da população, seus reféns eleitorais. Para disfarçar a situação, na rede municipal e estadual, em vários anos do ensino médio e do segundo grau, os alunos passam mesmo tirando 0. Precisa falar mais alguma coisa?

11 março 2008

McDonald’s inova no cardápio

A lanchonete McDonald’s agora tem café da manhã em seu cardápio. Chamado de Mc café, fazem parte desse novo conceito, pão de queijo, café, misto quente, pão na chapa, e outros sanduíches, no geral mais leves do que a maioria que a rede comercializa.
Essa novidade não é para todas as lojas, e sim para as mais elitizadas, instaladas em pontos nobres. O McDonald’s está adotando a tática de ser uma lanchonete mais saudável, que serve saladas, sobremesas e pães menos gordurosos. Para falar a verdade, eu detesto o McDonald’s. Seus lanches são horríveis, parecem borracha, o hambúrguer tem gosto de gelo, a alface é artificial, e quando vem pepino é pior ainda. O suco servido na casa é altamente químico, e os refrigerantes tem gosto de água. Razoável lá é somente a torta de banana, os sorvetes e a batata. O resto é muito abaixo de qualquer boteco de esquina, essa é a grande verdade. Porém, mesmo com todos esses defeitos, em breve darei uma passadinha na loja da Avenida Angélica, em São Paulo, para experimentar esses novos produtos.

07 março 2008

Saraiva compra Siciliano

A tradicional livraria Saraiva comprou por R$60 milhões, a rival Siciliano. As negociações duraram quase um ano, com muitas indas e vindas. Por esse valor, a Saraiva levou as 63 livrarias Siciliano (52 próprias e 11 franquias), mais a editora e o site de vendas. Além disso, uma dívida de R$13,6 milhões. Somaram juntas, 99 lojas, com faturamento na casa de R$580 milhões ao ano. Segundo a direção da Saraiva ainda não se sabe se a bandeira e os produtos Siciliano serão mantidos. O principal foco da Saraiva em um primeiro momento, é investir no acervo de livros, que está em baixa devido a pequena crise que a Siciliano atravessava. A editora perdeu autores importantes como Lya Luft, Danuza Leão e Raquel de Queiroz.
A rede La Selva quase fechou negócio com a Siciliano, mas a Saraiva, assessora pela Pátria Investimentos, acertou definitivamente a aquisição.
Para falar a verdade tanto a Saraiva quanto a Siciliano estão completamente ultrapassadas. Hoje, referência em livrarias no país são: Livraria da Vila e Livraria Cultura. Entre em qualquer uma delas, e tire suas conclusões. (Estadão)

06 março 2008

Mdois

Mdois é um outlet maravilhoso, instalado em uma vila comercial na região da Rebouças. Uma loja muito interessante em que a variedade de marcas famosas mundialmente é evidente. Lá é possível encontrar D&G, Emporio Armani, Ermenegildo Zegna, Fornarina, Giorgio Armani, Roberto Cavalli e Versace. Sentiu?
A loja é extremamente organizada e os vendedores são uns amores. É possível encontrar t-shirts, pólos, camisas de vários tipos, jeans, malhas, bermudas e costumes com cortes próprios de alfaiataria. Tudo isso, com um preço bárbaro, muito abaixo as lojas de shopping da Armani ou da Zegna. O local é tranqüilo, conta com estacionamento e todos os cartões de crédito são aceitos.
Rua Cristiano Viana, 78, Cerqueira César, São Paulo, Tel. (11) 3083-1872.

04 março 2008

Perdigão obtém lucro de 174%

A Perdigão encerrou 2.007 com faturamento liquido de R$321,3 milhões, que significa aumento de 174% em relação aos R$117,3 milhões de 2.006. O bruto foi de R$7,8 bilhões, isso sem contar que esses números não somam o percentual da marca Eleva, a maior aquisição da empresa no ano passado.
Segundo a direção da Perdigão, esse sucesso estrondoso se deve ao fato do crescimento do mercado interno, o incremento da produtividade e ao aumento nas vendas dos produtos da casa, que envolvem massas, pizzas e margarinas, que juntos somaram 53% do faturamento da empresa.
Para 2.008 a meta da Perdigão é comprar ou construir frigoríficos, aumentando a capacidade para abate, em torno de 6 mil cabeças ao dia. A empresa também deve comprar outras companhias, nos ramos de carne bovina e refrigerados, e incrementar a joint venture com a Unilever e seus produtos refrigerados.
(Estadão)

O Consumidor 2.0

Vivemos um mundo atual em que a globalização trouxe o "virtualismo". A nossa sociedade hoje é automatizada e extremamente virtual. Uma das novas derivações que surgiu no mercado é o Consumidor 2.0, também conhecido como moderno, que segue o exemplo das empresas que possuem blogs corporativos, que funcionam como meio de interlocução entre executivos e seus funcionários. Em um blog o executivo escreve algo geralmente relacionado aos produtos da companhia e abre uma lacuna para esse funcionário poder responder sobre a questão, emitindo sua opinião e mostrando sua visão para todos, algo que vale muito para o sucesso profissional.
Com o cliente ocorre à mesma coisa. As empresas criam cada vez mais blogs especializados em atendimento e como uma vitrine da companhia, feito especialmente para a interação com o público. Para se ter uma idéia a previsão é que até 2.010 o número de internautas no mundo passe dos 2 bilhões de usuários. Com esse sucesso, a empresa se vê obrigada a criar um canal de comunicação rápido, que sacie as dúvidas do cliente. Os principais canais para esse diálogo é sem dúvida a internet, principalmente com os blogs que são mais dinâmicos e com o SAC (Serviço Atendimento ao Consumidor) ao vivo, em que o cliente faz a pergunta e o atendente do outro lado já manda a resposta na hora. Na verdade o cliente percebeu que com a internet, uma dúvida tem reposta, uma reclamação tem solução, diferentemente de tempos passados em que a comunicação era feita somente por telefone, fax e em boa parte através de cartas.
É comum o executivo sentir um “desconforto” ao saber dessa interatividade e do poder que o cliente tem, pois na internet existem diversos canais de reclamação que hoje podem "queimar" qu
alquer empresa. Vendo isso, o corpo diretor das organizações deve se adequar e participar desse mundo virtual, senão ficarão para trás.
Toda empresa que queria obter sucesso, principalmente na relação com os clientes, deve ter uma comunicação estratégica, rápida, integrada, simétrica e envolvente. A comunicação nas empresas passou por um período de evolução, isso de década para década, e vai continuar para sempre. O consumidor antigamente se contentava em ver e conhecer um pouco sobre o produto. Anos mais tarde esse consumidor quis saber como esse produto era feito, quais suas virtudes, validade etc. Na fase atual o cliente que passou a ser um internauta, simplesmente vasculha a vida do produto e da empresa, pois a rede mundial lhe proporciona isso, tirando todos os itens que ele julga necessário.