Dono do extinto Banco Santos pode ter US$300 mil fora do país

Edemar Cid Ferreira, ex-proprietário do falido Banco Santos (foto), que foi condenado em 1a instância a 21 anos de prisão por cinco crimes, pode ter US$300 milhões no exterior. A suspeita é de investigadores que seguem o rastro das operações financeiras do ex-banqueiro, que nega a acusação. Chegaram a esse valor graças ao rombo que Edemar deixou no banco, mas ninguém tem idéia de onde pode estar esse dinheiro atualmente. Segundo Vânio Aguiar, administrador da massa falida do banco, um banqueiro do porte e com a experiência de Edemar, é bem capaz de esconder um valor desse sem deixar rastros. Segundo a defesa do ex-banqueiro, a Justiça Federal bloqueou todas as contas dele no Brasil e na Suíça, e esse valor significa pouco em relação ao que a massa falida estima.
Hoje existem 300 ações do trabalho, dívidas tributárias e créditos não habilitados, além de credores da instituição que têm R$2,5 bilhões a receber. Cada credor receberá 8,8% do que tem direito, pois a massa falida dispõe de R$220 milhões para o valor do débito.
Edemar era ''figura tarimbada'' na tradicional noite paulistana, como a foto mostra, sua família uma das mais respeitadas da cidade. O ex-banqueiro tem uma mansão no bairro do Morumbi, zona sul da cidade avaliada em R$142,7 milhões. Foi uma longa obra iniciada em 2000, projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake. A obra começou em 2001 e só terminou em 2004. Além do valor total Edemar ainda desembolsou cerca de R$24,8 milhões, para a decoração e instalação de equipamentos na mansão. Atualmente ele mora lá, e a casa caiu na justiça. O juiz Fausto Sanctis, da 6a Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, determinou o confisco do imóvel e quer que a casa vire um museu. Para quem não se recorda o Banco Santos, era um prédio suntuoso na Marginal do Rio Pinheiros, sem nenhuma outra agência pelo Brasil.
(Estadão)

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